O professor José Carlos Peraçoli,
vice-diretor da Faculdade de Medicina, lembrou que a iniciativa resultou
das ações do Movimento Saúde Unesp e ressaltou a importância do tema.
“Os hábitos do trânsito são culturais e a educação deve nortear a
conduta de todos os envolvidos”.
A professora Maria Denise Lopes,
vice-diretora da FMVZ, também louvou a iniciativa e fez votos de que ela
continue. “É muito válida essa tentativa de conhecer e discutir o
problema do trânsito. Por mais educados que sejamos sempre podemos
aprender mais e praticar o respeito ao próximo. Que seja a primeira de
outras ações para melhorarmos o trânsito e a qualidade de vida de
todos”.
O psicólogo João Luiz Moretto,
diretor do Centro de Formação de Condutores, em Botucatu, a presentou e
comentou várias estatísticas sobre o trânsito. Segundo seus dados, o
Brasil tem atualmente 80 milhões de veículos, ou seja, um carro para
cada 2,5 pessoas. No Estado de São Paulo, são 24 milhões de automóveis,
ou, um para cada 1,7 pessoas. Somente em Botucatu circulam 82 mil
veículos numa média de um carro para cada 1,6 pessoas.
Os números de acidentes são
especialmente impressionantes. Em 2012, foram 61 mil mortes no país,
superando o número de óbitos por homicídios ou câncer. 50% dos mortos
são pedestres e 33% motociclistas. Números da Secretaria de Segurança
Pública de São Paulo registraram 20 mortos e 686 feridos no trânsito de
Botucatu em 2012. “95% dos desastres acontecem por uma combinação de
irresponsabilidade e imperícia”, comentou Moretto.
O tenente Ricardo Maganha, da
Polícia Rodoviária Estadual, apresentou aspectos da legislação
brasileira de trânsito e apresentou mais números referentes a acidentes.
Segundo seus dados, o trânsito causa cerca de 3 mil óbitos por dia. É a
nona causa de mortes no mundo e a primeira entre pessoas na faixa dos
15 a 29 anos. O tenente também ressaltou o fator humano como causa
principal dos acidentes. “As pessoas quando se sentam ao volante perdem a
identidade e todos os parâmetros de educação e respeito”.
As atividades foram encerradas com a
palestra de Noé De Marchi, médico do Instituto Médico Legal (IML) de
Botucatu, que proferiu a palestra “Álcool e direção”, apresentou efeitos
psíquicos e neurológicos da ingestão álcool e exibiu filmes educativos.
“A universidade está de parabéns por abrir esse espaço e ampliar o
debate sobre um tema que diz respeito a todas as pessoas”.
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