O Levantamento
Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos, realizado pela
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta primeira
semana de dezembro, aponta que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil
têm algum familiar dependente químico.
O estudo informa que 58% dos casos de internação foram pagos pelo
próprio familiar, sendo que o uso de hospitais públicos, por meio do
Sistema Único de Saúde (SUS), foi citado por apenas 6,5% das famílias de
usuários em reabilitação.
Números ainda mais preocupantes revelam que 58% das famílias com
algum usuário de drogas têm afetada a habilidade de trabalhar ou
estudar; 29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato
e 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer.
Diante deste cenário, Botucatu dá mais um passo ousado na saúde ao
ser a primeira cidade do Estado de São Paulo a ter uma clínica pública,
com serviços totalmente gratuitos, e que traz um novo modelo proposto ao
tratamento e reabilitação de pessoas dependentes químicas.
Na manhã de quinta-feira (5) foi inaugurado o Serviço de Atenção
e Referência em Álcool e Drogas, que será gerenciado pelo Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB). A cerimônia
contou com as presenças do governador Geraldo Alckmin; prefeito João
Cury Neto; superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina de Botucatu, Dr. Emílio Carlos Curcelli; entre outras
autoridades públicas e políticas da região.
O prédio tem cerca de 4 mil metros de área construída e o
investimento do Governo do Estado foi superior a R$ 15 milhões. Com alas
distintas, a unidade disponibilizará 76 leitos nos regimes
ambulatorial, de internação e reabilitação: 10 para desintoxicação, 18
crianças/adolescentes, 18 mulheres e 30 homens.
Com estrutura física privilegiada, que contempla área de esporte e
lazer, com quadra coberta e piscina, o Serviço de Atenção e Referência
em Álcool e Drogas de Botucatu ainda abriga espaços para atividades de
cultura, espiritualidade, educação e qualificação profissional aos
pacientes e familiares. Muitas destas atividades serão executadas e
acompanhadas pela Prefeitura, por meio das secretarias municipais de
Saúde, Esportes, Cultura, Segurança e Assistência Social.
A equipe será formada por mais de 250 profissionais entre médicos,
psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem,
farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais,
equipes de vigilância, recepção, educadores físicos, entre outros.
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