O ministro da Justiça da Índia disse nesta quinta-feira
que o governo não abandonou seus esforços para tornar o homossexualismo
legal e que o país deve tomar ações rápidas para contestar a decisão do
Supremo Tribunal de proibir relações sexuais entre pessoas do mesmo
sexo.
O ministro Kapil Sibal disse que é a favor a descriminalização da
homossexualidade, destacando que o governo pode pedir uma revisão
judicial da decisão tomada na quarta-feira pelo Supremo Tribunal ou o
Parlamento pode decretar uma nova lei.
"Precisamos adotar medidas rápidas e firmes", disse ele aos
jornalistas, lembrando que milhões de pessoas no país não querem que o
homossexualismo seja um crime.
O Supremo Tribunal decidiu na quarta-feira que apenas o Legislativo
pode mudar uma lei da época colonial que proíbe relações sexuais entre
pessoas do mesmo sexo e as torna crime que pode ser punido com até dez
anos de prisão. Uma decisão de 2009 do Tribunal Superior de Nova Délhi
diz que a lei viola os direitos humanos fundamentais, enfureceu os
conservadores e grupos religiosos, que dizem que a homossexualidade
representa uma ameaça à cultura tradicional indiana.
A decisão representou um golpe para ativistas gays, que há anos lutam
pela chance de viver de forma aberta, na sociedade profundamente
conservadora da Índia.
Sonia Gandhi, presidente do governista Partido do Congresso, também
expressou seu apoio aos ativistas e sua decepção com a decisão judicial.
"Eu espero que o Parlamento discuta a questão e defenda a garantia
constitucional de vida e liberdade a todos os cidadãos da Índia,
incluindo aqueles diretamente afetados por esta decisão", afirmou ela em
comunicado.
Advogados e simpatizantes dos gays, lésbicas e transexuais prometeram
manter a pressão pela remoção da lei, que, afirmam, encoraja a
discriminação.
A lei, da década de 1860, quando o Reino Unido governava o sul da
Ásia, declara que "qualquer pessoa que voluntariamente tenha uma relação
sexual contra a ordem da natureza com qualquer homem, mulher ou
animal'''' pode ser punida com até 10 anos de prisão.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Governo da Índia deve revisar lei contra homossexuais
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