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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Partes de prédio com risco de desabar são retiradas em Botucatu

  A Defesa Civil de Botucatu (SP) acompanhou durante toda a tarde desta quinta-feira (26) o início da retirada de partes do prédio que desabou na última terça-feira (24) em uma das ruas mais movimentadas da Vila dos Lavradores, no centro da cidade. Inicialmente será retirado o telhado para só depois demolir a parede que foi danificada e corre risco de desabar.
O prédio passou por uma vistoria na manhã desta quinta-feira e mesmo com o dia chuvoso, o trabalho de remoção das para retirada da estrutura do telhado e do muro começou à tarde e deve demorar alguns dias. Toda a ação realizada pelo responsável pela obra é acompanhada pela Defesa Civil.
De acordo com o órgão somente as partes que oferecem risco aos vizinhos e pessoas que passam pelo local serão retiradas, já que a obra continua embargada. “Essa demolição que estamos fazendo é emergencial somente aquela parte que está em risco. O restante da obra, o dono precisa de uma autorização, entrar com um alvará da prefeitura que autorize ele demolir todo o restante do prédio para que ele possa ter um projeto para construir no local”, explica Paulo Renato da Silva, coordenador da Defesa Civil.

A prefeitura alega que emitiu o embargo da obra no mês de novembro, mas proprietário desrespeitou a notificação e continuou com a obra sem apresentar projeto de execução à administração pública.
“Ele cometeu uma infração, mesmo sabendo que a obra estava embargada e não atendia aos requisitos previstos na legislação municipal, ele continuou com a obra e agora vai responder por isso de acordo com o que é previsto na lei do município”, completa Paulo.

Por ter mantido a obra em andamento, o proprietário terá que pagar uma multa de R$ 200.  A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o que pode ter causado o desabamento. A produção do TEM Notícias procurou o proprietário do prédio, mas ele não quis falar sobre o assunto. Por telefone, o advogado dele disse que as informações sobre as obras foram passadas à polícia em um primeiro depoimento e que só irão se manifestar após as conclusões da investigação.

Interdição
Ainda de acordo com a Defesa Civil, o trecho onde está localizado o imóvel, no cruzamento entre as ruas Major Matheus e Cruz Pereira, continuará interditado por tempo indeterminado até que seja providenciada a demolição do restante da estrutura que ficou comprometida.
O balanço final do trabalho de limpeza, que durou seis horas, foi divulgado pela prefeitura nesta quinta-feira (26). O serviço de remoção dos escombros foi feito por equipes da Secretaria Municipal de Obras e Sabesp, sob a coordenação da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

Flagrante
Câmeras de circuito de segurança de comércios da região registraram o momento em que parte de um barracão que estava em obras desabou. No momento da queda, três pessoas passavam pela calçada na lateral do prédio e saíram correndo assustadas. Apesar do susto ninguém ficou ferido, já que os operários não estavam no local no momento do acidente.
Em nota, a prefeitura informou ainda que a obra não apresentava projeto de execução e por isso foi embargada em novembro deste ano, e não setembro como informado anteriormente. A informação foi corrigida pela administração nesta quinta-feira.

A equipe da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros continuarão com os levantamentos técnicos de condições da obra para descobrir a possível causa do desabamento. Se não houver nenhum problema, segundo a prefeitura, o local e as ruas em volta do prédio serão liberadas na segunda-feira (30).

Região onde fica o prédio foi interditada pela Defesa Civil  (Foto: reprodução/TV Tem)

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