“A gente vai acompanhar mais de perto, digamos assim, para mensurar a efetividade da portaria. Vamos começar paulatinamente, primeiro nesse plantão, depois vai para a delegacia de homicídios, e assim por diante”, descreveu Moraes. A portaria, assinada em conjunto pela Assessoria do Governador e pelas secretarias de Defesa Social e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, define a homofobia como “violência praticada em virtude da orientação afetivo-sexual e/ou identidade de gênero da população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”. A publicação da portaria no Diário Oficial ocorreu na última quarta (27).
A portaria ainda prevê a inserção dos BOs que contenham alguma referência à homofobia no Sistema de Informações Policiais, vinculado à SDS. A intenção é criar um banco de dados com estatísticas oficiais a respeito de crimes com viés homofóbico, o que permite um mapeamento mais preciso das ocorrências, bem como facilita o desenvolvimento de políticas públicas específicas voltadas para a questão.
“É uma conquista com certeza, é sempre um ganho. Trata-se de uma pauta que a gente está pleiteando há muito tempo, mas que chega com muito atraso. Só nesse ano, já foram mais de 40 assassinatos de homossexuais no estado”, pontuou o coordenador do Instituto Papai e integrante do Fórum LGBT de Pernambuco, Thiago Rocha. Atualmente, tramita no Congresso o Projeto de Lei 122/06, que tipifica a homofobia como crime.
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