Em sessão extraordinária que entrou
na madrugada desta quarta-feira (18), o Congresso Nacional aprovou a Lei
Orçamentária Anual (LOA) de 2014. A proposta segue agora para sanção
presidencial. Com o orçamento o salário mínimo previsto para entrar em
vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem é R$ 724,00 aumento de
6,6% em relação ao mínimo atual. O valor total do Orçamento da União
para 2014 é R$ 2,48 trilhões.
O esforço para aprovar a proposta
de orçamento começou na manhã dessa terça-feira (17) com a discussão, na
Comissão Mista de Orçamento (CMO), do relatório final da LOA, que foi
suspensa por falta de acordo. Os parlamentares retomaram a discussão no
começo da noite, concluindo a votação pouco antes da meia-noite.
Enquanto
ocorria a reunião da CMO, o plenário do Congresso também aprovou o
Projeto de Lei (PLN) 13/13, que altera o Plano Plurianual (PPA - Lei
12.593/12) 2012-2015, em diversos itens. De acordo com o Regimento
Interno, antes de votar o Orçamento, o PPA teria que ser aprovado. Com
as duas aprovações, os parlamentares iniciaram a sessão de votação da
LOA.
Do total previsto para o próximo ano, R$ 654,7 bilhões serão
destinados para o refinanciamento da dívida pública. O montante
reservado para as áreas fiscal, da seguridade social e de investimento
das empresas estatais, soma R$ 1,8 trilhão, sendo R$ 105,6 bilhões para
investimento das empresas estatais federais e R$ 1,7 trilhão para
orçamentos fiscal e da seguridade social, dos quais R$ 100,3 bilhões
foram destinados para a Saúde (destes R$ 5,16 bilhões em emendas
parlamentares individuais e coletivas). Para a Educação a previsão de
recursos é R$ 82,3 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) receberá R$ 61,7 bilhões.
O relatório elevou o investimento
público em R$ 900 milhões para o próximo ano e manteve despesas com
pessoal. De acordo com a proposta o crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB), ficou estipulado em 3,8% e a inflação medida pelo Índice
Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,8%. Apesar de
diminuir em relação ao ano passado, quando ficou em 34,8% do Produto
Interno Bruto (PIB), a dívida líquida ainda permanece em um patamar
alto, estimada em 33,9% do PIB, em 2014.
Os parlamentares
aprovaram ainda a inclusão de R$ 100 milhões para o Fundo Partidário,
aumentando para R$ 364,3 milhões o valor previsto para 2014. De acordo
com a legislação, a maior parte do recurso (95%) do fundo é distribuída
de acordo com a proporção de cada partido na Câmara e 5% de forma igual a
todos os partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral.
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