Um grande tumulto aconteceu na noite
deste sábado no Pronto Socorro (PS) Regional, na Vila Assunção, que é
gerido pelo Hospital das Clínicas (HC) de Rubião Júnior, em razão da
demora no atendimento. Para controlar os ânimos dos familiares dos
pacientes que reclamavam da demora foi necessária a intervenção da
Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM).
Apurou a
reportagem que havia pacientes aguardando atendimento desde o período da
manhã, sendo que à tarde havia apenas dois médicos de plantão. O número
de profissionais aumentou para cinco a partir das 19 horas. A
enfermeira Jaqueline Barros, responsável pelo plantão, não atendeu a
reportagem para explicar o que estava acontecendo, alegando que não tem
autoridade para falar com a imprensa sobre o que ocorre no PS.
“Foi
a falta de médicos no período da tarde que atrasou tudo e gente foi
chegando até não ter lugar para mais ninguém. Muita gente que ficou do
lado de fora, embaixo de um sol muito forte, passou mal e teve que ir
embora. Imagine ter que ir embora de um Pronto Socorro por estar
passando mal”, disse a dona de casa Fátima Gomes da Silva.
Vera
Lúcia Pereira da Cunha, de 34 anos, completa. “O mais engraçado é que os
pacientes que estão chegando agora (21h15) para ter atendimento são
orientados a voltar para casa e retornar depois da meia noite, para não
ter que ficar na fila de espera. Realmente tem que rir para não chorar. O
que aconteceu hoje aqui foi lamentável”.
A dona de casa Jurema
Dias Rocha, também não escondeu seu desalento. “Pode ver ai que minha
ficha está aberta há um “tempão” e ninguém chama. É um absurdo passar
por isso”, reclamou. “Meu marido está doente esperando atendimento
sentado na cadeira há mais de seis horas e quando precisa ir ao banheiro
eu sento pra guardar o seu lugar, porque está superlotado”, acrescenta
Jurema Dias Rocha.
O lavrador José Carlos de Moraes, de 54 anos,
mora no Rio Pardo, na Rodovia João Hipólito Martins – Castelinho e mesmo
com dores abdominais veio caminhando até o Pronto Socorro. “Saí de casa
antes das 15 horas e cheguei aqui às 16 horas e não sei a hora que eles
vão me atender. Só estou pensando como vou fazer pra ir embora”,
enfatizou.
A Polícia Militar esteve no local com tenente Kleber e
o soldado Carlos Alberto e conversou com os familiares dos pacientes
que aguardavam o atendimento e conseguiu controlar o tumulto. “Fomos
solicitados para prestar apoio, já que a situação estava tomando um rumo
perigoso com o desentendimento e trocas de ofensas verbais entre os
pacientes e atendentes, em razão da excessiva demora no atendimento. A
situação foi controlada, sem que houvesse agressão física”, colocou o
tenente da PM.
Também os agentes Maffei e Machado, da Guarda
Civil Municipal (GCM) permaneceram no local para ajudar a controlar o
tumulto. “Eu passei pelos consultórios agora (21h30) e haviam cinco
médicos prestando atendimento e isso deixou os pacientes mais
aliviados”, comentou Maffei.
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