O Senado chileno aprovou nesta
terça-feira um projeto de lei sobre o Acordo de Vida em Casal (AVP, na
sigla em espanhol), iniciativa que está no Congresso desde 2011 e inclui
entre seus beneficiados casais do mesmo sexo, informaram fontes
legislativas.
A iniciativa garante que o AVP poderá ser realizado por escritura
pública perante tabelião ou no Registro Civil por pessoas maiores de
idade que tenham livre administração de seus bens, e contempla uma
comunidade de bens e efeitos patrimoniais, detalharam as fontes.
O texto contempla a situação de casais heterossexuais e homossexuais que levam uma vida em comum, e que até agora estão sem resguardo legal quanto a seus direitos de acesso à saúde, previdência social, herança ou outros benefícios, segundo os legisladores.
A medida, que originou um debate de mais de três horas e desordens nas
tribunas do Senado, conseguiu 28 votos a favor, seis contra e duas
abstenções.
Durante a sessão aumentaram os protestos por parte de manifestantes
evangélicos que se opunham a sua aprovação e os gritos de celebração do
Movimento de Libertação Homossexual.
Após conhecer o resultado, a ministra porta-voz do governo, Cecilia
Pérez, qualificou como 'histórica' a decisão, e agradeceu o trabalho da
comissão de Constituição, assim como também 'aos senadores e senadoras
que hoje nos deram este tremendo respaldo'.
Milhares de pessoas se reuniram em várias oportunidades durante o ano
passado no centro da capital chilena para reivindicar a diversidade
sexual e os direitos das minorias sexuais.
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