Botucatu foi
incluída na seleta lista dos primeiros 50 aeroportos que serão
contemplados com investimentos do programa de aviação regional, lançado
em dezembro do ano passado pelo Governo Federal. No total, serão
aplicados R$ 7,3 bilhões em obras de 220 aeródromos espalhados pelo
país.
De acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), os 50 primeiros
aeródromos dependem exclusivamente de terminais de passageiros (salas de
espera, áreas de inspeção de segurança, banheiros, lanchonetes etc.)
para que possam operar plenamente, por isso foram priorizados.
O plano inclui aprimoramento nas pistas em alguns aeroportos,
enquanto outros devem receber melhorias em pátios e terminais de cargas.
Dos terminais listados, 17 estão no Norte; 12 no Sudeste; 10 no
Nordeste; 6 no Sul e 5 no Centro-Oeste. Nessa primeira etapa, apenas
três aeroportos do estado de São Paulo foram selecionados: Botucatu,
Fernandópolis e Marília. A seleção foi feita com base no estágio em que
se encontram os projetos. A SAC já avançou nos estudos topográficos e
outras coletas de dados nos terrenos onde os terminais serão
construídos.
Além da localização privilegiada e da boa estrutura do aeroporto
Tancredo Neves, Botucatu saiu na frente das demais cidades por ter sido a
primeira a apresentar um Plano Diretor de Desenvolvimento Aeroportuário
que prevê ações de curto, médio e longo prazo que vão ao encontro do
plano de fortalecimento e ampliação da malha de aeroportos regionais. As
medidas permitirão aperfeiçoar a qualidade do serviço prestado ao
passageiro, agregar novos aeroportos à rede de transporte aéreo regular,
além de aumentar o número de rotas operadas pelas empresas aéreas.
“Foi elaborado um plano de ação que prevê investimentos
estratégicos para o aeroporto até 2040. O projeto contempla ampliação da
pista (largura e extensão), terminal de passageiros, construção de
posto de abastecimento de aeronaves, entre outros itens. Temos
inclusive, dentro do projeto, a construção de um distrito industrial
voltado para o desenvolvimento aeroportuário. Estamos aguardando a
liberação dos recursos para que o aeroporto seja transformado em um
marco referencial para o desenvolvimento da cidade”, coloca o secretário
municipal de Governo, Carlos Eduardo Colenci.
Potencial - O estudo realizado revela que a
aviação geral e executiva pode constituir ferramenta importante de
potencialização de negócios para os setores produtivos do município,
além de apresentar potencial de geração de empregos e riqueza.
Diferentemente da maior parte dos aeródromos públicos brasileiros, o
aeroporto de Botucatu possui uma configuração geográfica amplamente
favorável ao seu desenvolvimento, com poucos obstáculos à ampliação de
sua capacidade.
“Com o crescimento da cidade e considerando sua localização no
Estado de São Paulo, a aviação comercial regional pode vir a se tornar
viável economicamente, em particular no caso de concretização de
projetos de incentivo à aviação regional do Governo Federal”, diz o
levantamento.
Além disso, a ausência de terminais de carga aérea em operação na
região, combinado com o potencial de desenvolvimento industrial da
cidade e os planos da Prefeitura em fazer de Botucatu um polo de
desenvolvimento tecnológico, a utilização do aeroporto para o transporte
aéreo de carga e valores pode se transformar em importante diferencial
para criação de um rico ambiente de negócios.
“Dos 18 aeroportos elencados pelo Governo Federal dentro de um
plano de melhorias, o de Botucatu foi o primeiro a apresentar projeto de
ampliação. Estamos muito esperançosos que haja um investimento maciço
em nosso aeroporto, que pode se transformar em uma das alternativas mais
promissoras de desenvolvimento aeroportuário. A determinação do
prefeito João Cury é para trabalharmos para que o aeroporto de Botucatu
passe a ser uma alternativa viável e operacionalmente adequada e segura
para a aviação executiva, transporte aéreo de passageiros e de carga”,
frisa Colenci.
Nenhum comentário:
Postar um comentário