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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Governo Federal coloca aeroporto entre as prioridades para plano de expansão da aviação regional

Botucatu foi incluída na seleta lista dos primeiros 50 aeroportos que serão contemplados com investimentos do programa de aviação regional, lançado em dezembro do ano passado pelo Governo Federal. No total, serão aplicados R$ 7,3 bilhões em obras de 220 aeródromos espalhados pelo país.
 
De acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), os 50 primeiros aeródromos dependem exclusivamente de terminais de passageiros (salas de espera, áreas de inspeção de segurança, banheiros, lanchonetes etc.) para que possam operar plenamente, por isso foram priorizados.
 
O plano inclui aprimoramento nas pistas em alguns aeroportos, enquanto outros devem receber melhorias em pátios e terminais de cargas.
 
Dos terminais listados, 17 estão no Norte; 12 no Sudeste; 10 no Nordeste; 6 no Sul e 5 no Centro-Oeste. Nessa primeira etapa, apenas três aeroportos do estado de São Paulo foram selecionados: Botucatu, Fernandópolis e Marília. A seleção foi feita com base no estágio em que se encontram os projetos. A SAC já avançou nos estudos topográficos e outras coletas de dados nos terrenos onde os terminais serão construídos.
 
Além da localização privilegiada e da boa estrutura do aeroporto Tancredo Neves, Botucatu saiu na frente das demais cidades por ter sido a primeira a apresentar um Plano Diretor de Desenvolvimento Aeroportuário que prevê ações de curto, médio e longo prazo que vão ao encontro do plano de fortalecimento e ampliação da malha de aeroportos regionais. As medidas permitirão aperfeiçoar a qualidade do serviço prestado ao passageiro, agregar novos aeroportos à rede de transporte aéreo regular, além de aumentar o número de rotas operadas pelas empresas aéreas.
 
“Foi elaborado um plano de ação que prevê investimentos estratégicos para o aeroporto até 2040. O projeto contempla ampliação da pista (largura e extensão), terminal de passageiros, construção de posto de abastecimento de aeronaves, entre outros itens. Temos inclusive, dentro do projeto, a construção de um distrito industrial voltado para o desenvolvimento aeroportuário. Estamos aguardando a liberação dos recursos para que o aeroporto seja transformado em um marco referencial para o desenvolvimento da cidade”, coloca o secretário municipal de Governo, Carlos Eduardo Colenci.
 
Potencial - O estudo realizado revela que a aviação geral e executiva pode constituir ferramenta importante de potencialização de negócios para os setores produtivos do município, além de apresentar potencial de geração de empregos e riqueza. Diferentemente da maior parte dos aeródromos públicos brasileiros, o aeroporto de Botucatu possui uma configuração geográfica amplamente favorável ao seu desenvolvimento, com poucos obstáculos à ampliação de sua capacidade.
 
“Com o crescimento da cidade e considerando sua localização no Estado de São Paulo, a aviação comercial regional pode vir a se tornar viável economicamente, em particular no caso de concretização de projetos de incentivo à aviação regional do Governo Federal”, diz o levantamento. 
 
Além disso, a ausência de terminais de carga aérea em operação na região, combinado com o potencial de desenvolvimento industrial da cidade e os planos da Prefeitura em fazer de Botucatu um polo de desenvolvimento tecnológico, a utilização do aeroporto para o transporte aéreo de carga e valores pode se transformar em importante diferencial para criação de um rico ambiente de negócios.
 
“Dos 18 aeroportos elencados pelo Governo Federal dentro de um plano de melhorias, o de Botucatu foi o primeiro a apresentar projeto de ampliação. Estamos muito esperançosos que haja um investimento maciço em nosso aeroporto, que pode se transformar em uma das alternativas mais promissoras de desenvolvimento aeroportuário. A determinação do prefeito João Cury é para trabalharmos para que o aeroporto de Botucatu passe a ser uma alternativa viável e operacionalmente adequada e segura para a aviação executiva, transporte aéreo de passageiros e de carga”, frisa Colenci.
 

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