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domingo, 23 de março de 2014

Comunidade Anglicana recebe o reverendo Aldo Quintão

No próximo dia 25 de março (quinta-feira) o reverendo Aldo Quintão será recebido pela comunidade anglicana de Botucatu pelos seminaristas João Ricardo Marcello (que será ordenado diácono) e André Ocampos, na sede da Igreja Anglicana de Botucatu, na Rua João Lumina Júnior (antiga Rua 12), na Cohab I, para proferir a “Palestra do Espírito Santo“.

Também está prevista a visita de Quintão aos meios de comunicação da Cidade para falar sobre a Igreja Anglicana, que é parecida com a da católica e a principais divergências estão relacionadas ao aborto, casamento, homossexualidade e uso de preservativo.

Atualmente Aldo Quintão, que foi ordenado padre anglicano em 1998, depois de deixar a igreja católica, passou a ser conhecido no Brasil inteiro e é o religioso que mais faz casamentos no Brasil e coordena creches que atendem a 620 crianças, com 3.100 refeições diárias, em convênio com a Prefeitura Municipal de São Paulo. Além disso, suas celebrações são transmitidos ao vivo pela internet e despertam fiéis em muitas regiões do país, porque fala tudo o que sente e pensa.

Um dos pontos polêmicos defendido por Quintão é o aborto. “Não é (aborto) maravilhoso, fantástico, gostoso. Mas é uma situação que, às vezes, é necessária. A questão do aborto pertence à área de saúde pública. É absurda a quantidade de mulheres que morrem neste país por causa dos abortos clandestinos. Então, descriminalizar o aborto não é uma questão de fé e de Igreja, mas de saúde pública”, defende.

Também o homossexualismo é defendido por Quintão. “Sou a favor da descriminalização, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Estou falando como cidadão, como uma pessoa civil. Agora, se a Igreja quer pregar que não haja a união, tudo bem. Conheço jovens, homens e mulheres, que foram expulsos de casa pelos pais porque eram homossexuais. Hoje, a ciência já mostra que ser homossexual não é ser doente. Muitas vezes, a pessoa nasceu assim. Duvido que Jesus Cristo diria: “Não quero você, não aceito você”.

Então, prossegue o reverendo, todos são bem-vindos na Igreja Anglicana, seja rico, pobre, preto, branco, homem, mulher ou gay, pois todos têm o direito de estar com Deus. “O mundo moderno é marcado por uma sociedade plural. Na minha leitura do Evangelho, todo mundo tem o direito de ser feliz. Aqui, as pessoas sentem que as diferenças são respeitadas. Casei evangélicos, hindus, judeus, muçulmanos, grávidas, desquitadas e por aí vai. Casamento gay? Farei assim que a lei permitir”.
 
 

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