A veterinária Cristiane Gravé Luiz ainda não sabe o que irá fazer com os seis quilos de resíduos infectantes que descarta na clínica. São agulhas, seringas e outros materiais usados no tratamento dos animais. Até o começo de dezembro a prefeitura fazia a coleta semanalmente, neste mês Cristiane recebeu uma notificação. "O problema foi o prazo muito curto, a carta foi entregue no dia 3, 4 de dezembro, e mostrando que o prazo para iniciar este serviço era dia 23, então tivemos 20 dias só para correr atrás de planos da Cetesb, regularização, contratação da empresa que faz este tipo de serviço”, afirma.
O tatuador Renato Lopes diz que também foi pego de surpresa. Ele diz que descarta pouca quantidade de lixo infectante e não gostou de saber que vai ter que gastar para fazer a coleta. "Eu acho que isso deveria ser parte da prefeitura, porque a gente já paga vários impostos, várias taxas, acho que o mínimo para fazer por nós era fazer essa coleta. Agora vou ter que pagar R$ 27 por 3 quilos. Se passar disso, eles nem informaram quanto iria ficar, só que aumenta a taxa. Pegou todo mundo desprevenido, mas não tem jeito temos que cumprir o que se pede”, reclama.
Segundo a prefeitura o serviço será interrompido porque o incinerador da Unesp, usado para destruir o lixo hospitalar está em reforma. Diante disso o secretário da Saúde disse que não teve escolha. "A nossa intenção inicial era deixar 60 dias para que nossos geradores pudessem contratar as empresas e dar seguimento ao destino correto deste lixo, infelizmente, como chegou este documento para gente, dizendo que o incinerador a partir do dia 23 de dezembro não teria mais funcionalidade, nós também nos vimos obrigados a fazer de foram emergencial a contratação de uma empresa porque nós também temos problema para descarte”, explica o secretário Cláudio Lucas Miranda.
Em Botucatu, são produzidos 13 toneladas de lixo infectante por mês. Dez vêm de hospitais e clínicas particulares. Esse tipo de resíduo não pode ser lançado no aterro sanitário. Deve ser transportado em um veículo adaptado até um local apropriado de descarte. Na cidade, só existe uma empresa que faz este tipo de serviço.

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